Eu nem vi o domingo passar, não sei se fez sol ou choveu, eu apenas me desliguei, me desprendi da insônia e do medo de te ver, sinceramente acordei arrependido e fraco por sonhar. Fiz de um cigarro a esperança, e não troquei os sapatos, agora nem um fio de cabelo será modificado, você partiu, e eu estou na corrida, talvez eu apareça ou nunca, mas volte. Já não quero mostrar o sorriso, e nem quero me sentir tão culpado, por não saber amar.
Enquanto os carros correm a lugar nenhum, por segundos desvio meus pensamentos, e lá dentro no fundo eu sei que a coisa certa é esquecer. Em algum canto, perto de alguma coisa, eu sei que a vida reserva a grande cilada, só pra colocar a prova, tudo aquilo que andei ensaiando tudo aquilo que não consigo falar quando seus olhos tocam os meus, atitudes do que valem se é o coração que manda.
Quem virá me dizer que errado, eu aceito o fato e me conformo com o mundo que gira. Eu apaguei, e nem vi o tempo passar, já é noite e novamente eu me confesso com o tédio e faço do meu cotidiano, o, mas chato. Estou sentado, ouvindo velhas canções cansadas, e num leve refrão eu canto pra ti que longe, não pode me ver, que longe não pode me notar, não sabe da minha existência, e nem faz questão, por que da minha vida estranha só a lugar pra um.
E se essa for a minha sina, eu quero ser, o mais louco o, mas perturbado, e das varias maneiras possíveis que se pode viver eu quero ser, mas serei feliz, com ou sem seu conceito do que é normal.
“Amando, perdoando a si mesmo, abastecendo velhas saudades, e cumprindo meus horários, dos que se perdem, quando eu digo teu nome, se eu fosse profissional eu queria ter seus lábios cada vez, mas perto, mas como sou um louco continuo te vigiando, eu sei que quando você dorme, faz breves reprises do que aconteceu, e as minha só têm você com você por que se isso for um jogo eu não quebrei as regras”
Guilherme Albinno.
terça-feira, 24 de junho de 2008
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